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Carmela Gross (São Paulo, 1946) atua como artista plástica desde a década de 1960. Participou de exposição na galeria Rex, São Paulo, em 1967, e a seguir das Bienais de São Paulo, de 1967 e 1969. Foi uma das criadoras do movimento Arte na Praça, que desenvolvia atividades de desenho e pintura com crianças, na rua (praça Dom José Gaspar e Parque do Ibirapuera, em São Paulo, 1965-1972).
Na década de 1970, participou, com trabalhos em distintos meios e suportes, de várias mostras independentes, organizadas coletivamente: Bandeiras na Praça General Osório, (Rio de Janeiro, 1968), Gerox (Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1980), Arte Micro (Museu da Imagem e do Som, São Paulo; Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro e Cooperativa Diferença, Lisboa, Portugal, 1982), Cooperativa de Artistas Plásticos (São Paulo, 1980), Videotexto (Museu da Imagem e do Som, São Paulo, 1982). Ainda neste período apresentou uma série de desenhos em mostra individual, Cartões Familiares (1977), no Gabinete de Artes Gráficas, em São Paulo, e realizou a série Carimbos (1978), com 80 pranchas, montadas como trabalho-ambiente ou instalação, também na mesma galeria.
Nesse meio tempo, formou-se em Desenho na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (1969) e tornou-se professora, vinculada à área de Poéticas Visuais, da Escola de Comunicações e Artes, da USP, desde 1972. Obteve o título de Mestre (1981) nessa instituição, com o trabalho Projeto para a Construção de um Céu, apresentado na XVI Bienal Internacional de São Paulo e exibido também no Brazilian-American Cultural Institute, Washington DC (1982).
A mostra Quasares (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Centro Cultural São Paulo, 1983), com gravuras em off-set, deu seguimento às investigações sobre o desenho e imagens reprodutíveis. Corpo de Idéias (Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, 1983), instalação de cópias heliográficas dispostas no chão, é parte do mesmo processo investigativo.
Em 1987, a artista obteve o seu doutorado, também na mesma instituição, com a série de trabalhos Pintura/ Desenho, apresentada no Museu de Arte Contemporânea da USP.
A série Pintura/ Objeto (Galeria São Paulo e Museu de Arte do Rio Grande do Sul,1988) marcou o espessamento e a fragmentação do ato pictórico, convertido em desenvolvimento serial e espacial. Foram de semelhante teor a Instalação, na Capela do Morumbi (São Paulo, 1992), à base de lâminas empilhadas, de alumínio prensado, madeira e parafina; a série Hélices (Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro,1993), constituída de fatias residuais e não tratadas da madeira processada industrialmente, e a série Facas (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1994; Museu de Arte Moderna, São Paulo,1995; Stedelijk Museum Schiedam, Holanda 1996), conjunto de lâminas de cerâmica, distribuídas no solo.
Feche a Porta (Centro Cultural São Paulo, 1997), uma série de hastes de ferro que desenham no espaço a idéia de um conjunto de cadeiras, assinala o início de uma investigação que implica o diálogo com a arquitetura e a cidade. São deste período as obras Em Vão (Centro Cultural Oswald de Andrade, São Paulo,1999; e na Galerie Passage de Retz, Paris, 2005); Comedor de Luz (Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo,1999); Alagados (Centro Maria Antonia, São Paulo, 2000); Fronteira, Fonte, Foz (Laguna, Santa Catarina, 2001); Eu sou Dolores (Arte Cidade Zona Leste, São Paulo, 2002); Hotel (XXV Bienal de São Paulo, 2002); Hino à Bandeira (Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Paraná, 2002); Bleujaunerougerouge (École René Binet, Paris, 2004); Aurora (Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2003; galeria Olido, São Paulo, 2004; II Bienal de Moscou, 2007); Luzia (Senac, São Paulo, 2004); Tongue/ Dil (Karakoy Pedestrian Exhibition 2, Istambul, Turquia 2005); Cascata (V Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2005); Araucária (Parque José Ermírio de Moraes Filho, Curitiba, Paraná, 2006); Carne (Centro Maria Antonia, São Paulo, 2006); Sul (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2006).
Obras suas pertencem aos acervos do Museu de Arte Contemporânea da USP, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte do Paraná, do Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte Moderna de São Paulo, da Fundação Padre Anchieta, Biblioteca Luis Angel Arango de Bogotá, entre outras.
Instalações permanentes em locais públicos estão situadas nas cidades de Laguna, (Santa Catarina); Paris, (França); Porto Alegre (Rio Grande do Sul); Curitiba (Paraná).
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